40 roteiros disponíveis para ler e baixar

Leia o roteiro dos filmes mais premiados de 2015

Brooklyn

Uma das maiores vantagens da época de premiações é a liberação de roteiros completos dos filmes indicados. Sim, você pode baixar vários roteiros legalmente, liberados diretamente pelos estúdios. Para quem é fã ou estudante de cinema essa é uma informação valiosa.

Entre os roteiros disponíveis estão: Ex Machina, O Quarto de Jack, A Garota Dinamarquesa, Divertidamente, Perdido em Marte, Slow West, Carol, Steve Jobs, Minions, Beasts of No Nation, Os Oito Odiados, Spotlight, Brooklyn e muitos outros.

Para ler ou baixar basta clicar nos links abaixo, todos os roteiros são em inglês, porém são bem fáceis de traduzir. Todo o crédito vai para o site The Film Stage que reúne todos os anos esses roteiros.

The Big Short (Charles Randolph and Adam McKay – Paramount)

Bridge of Spies (Matt Charman, Joel Coen, and Ethan Coen – DreamWorks)

Brooklyn (Nick Hornby – Fox Searchlight)

Carol (Phyllis Nagy – The Weinstein Company)

Concussion (Peter Landesman – Sony Pictures)

The Danish Girl (Lucinda Coxon – Focus Features)

Danny Collins (Dan Fogelman – Bleecker Street)

The Diary of a Teenage Girl (Marielle Heller – Sony Classics)

The End of the Tour (Donald Margulies – A24)

Ex Machina (Alex Garland – A24)

Far From the Madding Crowd (David Nicholls – Fox Searchlight)

Grandma (Paul Weitz – Sony Classics)

The Hateful Eight (Quentin Tarantino – The Weinstein Company)

Inside Out (Pete Docter Meg LeFauve, and Josh Cooley – Disney/Pixar)

I Smile Back (Paige Dylan and Amy Koppelman – Broad Green Pictures)

Legend (Brian Helgeland – Universal)

Macbeth (Todd Louiso, Jacob Koskoff, and Michael Lesslie – The Weinstein Company)

The Martian (Drew Goddard – 20th Century)

Me and Earl and the Dying Girl (Jesse Andrews – Fox Searchlight)

Minions (Bryan Lynch – Universal)

Mississippi Grind (Anna Boden and Ryan Fleck – A24)

Mistress America (Noah Baumbach and Greta Gerwig – Fox Searchlight)

Remember (Benjamin August – A24)

Room (Emma Donoghue – A24)

Slow West (John Maclean – A24)

Son of Saul (Laszlo Nemes and Clara Royer – Sony Classics)

Spotlight (Thomas McCarthy and Josh Singer – Open Road)

Steve Jobs (Aaron Sorkin – Universal)

Straight Outta Compton (Jonathan Herman and Andrea Berloff – Universal)

Suffragette (Abi Morgan – Focus Features)

Tangerine (Sean Baker and Chris Bergoch – Magnolia Pictures)

Testament of Youth (Juliette Towhidi – Sony Classics)

Trainwreck (Amy Schumer – Universal)

Trumbo (John McNamara – Bleecker Street)

Truth (James Vanderbilt – Sony Classics)

While We’re Young (Noah Baumbach – A24)

The Woman in Gold (Alexi Kaye Campbell – The Weinstein Company)

Youth (Paolo Sorrentino – Fox Searchlight)

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Crítica: Goodnight Mommy

Tem um filme na minha metáfora!

Goodnight Mommy

Sinopse: No calor do verão, uma casa isolada no campo, entre bosques e campos de milho. Gêmeos de dez anos de idade esperam por sua mãe. Quando ela volta, com a cabeça envolta em ataduras após uma cirurgia plástica, nada é como era antes. Severa e distante, ela fecha a família para o mundo exterior. Começando a duvidar que esta mulher é realmente sua mãe, os meninos estão determinados a encontrar a verdade de qualquer maneira.

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Crítica: Preciso começar falando sobre como o trailer de Goodnight Mommy é mentiroso. É um trailer maravilhoso e assustador, chegou quase a se tornar um viral na internet, mas passa uma imagem completamente errada do que será o filme.

Por um lado, isso é bom, já que você é surpreendido com o rumo que o filme leva, principalmente na última meia hora. Mas tem o lado ruim de esse não ser o filme de terror que você tanto esperava.

Goodnight Mommy é um filme perturbador. Ele passa longe do tipo de terror que estamos costumados nos filmes americanos. Sabe aqueles momentos de susto em que a música fica mais baixa e algo pula na tela e o som explode? Não tem nada disso nesse filme.

O que torna ele tão assustador é o suspense, o filme inteiro é um grande ponto de interrogação. São muitas perguntas para serem respondidas, e o que você pode fazer é prestar atenção em todos os detalhes e tentar entender o que está acontecendo. Você não vai conseguir #Ficadica.

Goodnight

A narrativa do filme é bem lenta, bem confusa em certas partes, mas não deixa de prender a atenção em nenhum momento.

A ideia de Goodnight Mommy é genial, do tipo que você se pergunta como ninguém pensou nisso antes. A execução do filme sai um pouco diferente do esperado, as coisas colaboram não para você ter dúvida, mas para você ter certeza de que algo errado está acontecendo.

Ele é cheio de metáforas. Algumas meio difíceis de entender, outras nem tanto. Acho que filmes de terror com significados mais profundos vão fazer sucesso já que Corrente do Mal é cheio de metáforas escondidas também. E obviamente isso faz dele mais assustador, já que nos aproxima da realidade.

No final, a jogada genial do filme é que ele é perturbador de qualquer maneira. Se o filme tem uma explicação sobrenatural ele é assustador, mas se ele tem uma explicação plausível ele se torna apavorante. Você escolhe no que acreditar e ambas as opções vão te deixar pensando nele por um bom tempo.

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Concluindo: Goodnight Mommy é assustador, mas não pelos motivos que você espera. Recomendo para todo mundo que gosta de filmes de terror fora do padrão americano e que não se importe de ver um pouco de violência.

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Crítica: Corrente do Mal

                        Trazendo a originalidade de volta ao terror

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Sinopse

It follows ou Corrente do Mal de David Robert Mitchell, conta a história de uma jovem que após um estranho encontro sexual passa a ser atormentada por visões assustadoras e uma sensação de estar sendo perseguida.

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Crítica

Não sou muito fã de filmes de terror, não sou do grupo de pessoas que acha legal sentir medo, muito menos as que pagam para ir no cinema para isso. Mas quando as críticas são boas e o filme parece abordar o terror de forma diferente e original não custa abrir uma exceção.

Corrente do Mal já começa diferente, nada de casas mal-assombradas, assassinos sanguinários ou torturas loucas. O terror aqui é psicológico, ele pode estar em qualquer lugar, chegar a qualquer momento, e o pior de tudo, ser qualquer pessoa vindo na sua direção.

O clima da perseguição é agoniante e toda a parte técnica do filme trabalha para deixar o clima tenso a todo instante. A trilha sonora é impecável, uma batida que deixa alerta e desconfortável ao mesmo tempo.

O jogo de câmeras também é utilizado para te passar o terror da situação. As melhores cenas são as que você vê alguém se aproximando, mas não tem certeza se é a entidade ou uma pessoa qualquer, isso te deixa na mesma paranoia dos personagens, o que é genial.

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Corrente do Mal é um tipo de filme cheio de metáforas escondidas, críticas sociais e principalmente paralelos que podem ser feitos entre a vida real e a situação vivida pela personagem.

Vi muitas pessoas reclamando que falta explicações no filme, mas para mim é exatamente isso que deixa tudo mais interessante. As coisas que não tem explicação muitas vezes são muito mais assustadoras do que as perfeitamente visíveis.

Embora o filme seja bem mais inteligente do que os filmes de terror produzidos hoje em dia, ele cai no mesmo clichê de ter personagens, digamos, não muito inteligentes. Várias vezes eu me perguntava porque a personagem principal continuava arriscando a vida em diversas situações, e principalmente se tinha um jeito de resolver a situação, mesmo que não permanentemente, por que não fazer logo.

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Concluindo

Corrente do Mal é um ótimo filme. Nada de sustos baratos, se prepare para um terror psicológico que vai te deixar olhando para traz durante um bom tempo. O filme estreia aqui no Brasil dia 27 de julho, e vale a pena conferir nos cinemas. 

Crítica: Guardiões da Galáxia

I-I-I-I-I’m HOOKED ON A FEELING

Guardioes da Galaxia

A sinopse: O impetuoso aventureiro Peter Quill se vê como objeto de uma caçada implacável após roubar uma misteriosa esfera cobiçada por Ronan, um vilão poderoso com ambição que ameaça todo o universo. Para fugir do determinado Ronan, Quill é forçado a fazer uma complicada aliança com um quarteto de desajustados – Rocket, um guaxinim atirador, Groot, uma árvore mutante humanoide, a mortal e enigmática Gamora e o vingador Drax, o Destruidor.

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A parte boa: Nem sei por onde começar, porque tudo em Guardiões da Galáxia acabou sendo muito legal. Em vários momentos vendo o filme eu me peguei dando risada que nem uma criança fascinada no cinema. O filme é verdadeiramente muito engraçado, pelas piadas que são ótimas e também pela situação ser completamente maluca.

A Marvel foi muito inteligente de fazer esse filme não se levar muito a sério. Afinal não tem como levar um grupo de heróis completamente malucos, desajustados e desconhecidos muito a sério.

Uma das coisas que a maioria das pessoas notou é que a trilha sonora é fantástica, feita só de musicas clássicas, antigas e boas, que fazem você sair da sala do cinema questionando seu gosto musical atual. Essa trilha sonora vai fazer muita criança dos anos 2000 começar a gostar de escutar clássicos. Minhas preferidas do Awesome Mix, Vol. 1 são Hooked On a FeelingCome and Get Your LoveCherry Bomb e claro Ain’t No Mountain High Enough.

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Gamora ❤

Terem chamado o Chris Pratt para o papel principal foi perfeito, eu era uma das pessoas que não conhecia ele, mas ele é um ator muito bom e engraçado interpretando o Star Lord. E a Zoe Saldana está linda fazendo a Gamora.

E como não amar Rocket e Groot, melhor dupla do cinema. Me fizeram chorar no final do filme, mesmo eu sabendo como terminava. E falando nisso, o final não poderia ter sido melhor. Nada mais digno terminar a história deles em umas das cenas mais hilárias e fofas dos filmes da Marvel.

A parte ruim: O 3D poderia ter sido melhor. Só isso mesmo.

A melhor parte: A melhor definição de roubo já feita na historia do cinema, por Rocket Raccoon.

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E essa cena ?

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⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐

Conclusão: Divertido, sem noção, empolgante, tudo na medida certa. Tudo que um filme de super heróis deveria ser. #FicaADica

Crítica: Blackfish – Fúria Animal

 

Blackfish

A sinopse: Blackfish conta a história de Tilikum, a principal baleia orca do parque temático SeaWorld, em Orlando, Estados Unidos, responsável pela morte de três pessoas. Imagens fortes e entrevistas emocionantes compõem o painel e ajudam a entender o comportamento da espécie, o tratamento cruel no cativeiro, além de recuperar as trajetórias e mortes dos treinadores, pilares de uma indústria multibilionária.

linha blog 2CuriosidadesO documentário teve um orçamento pequeno de apenas US$ 76 mil e arrecadou mais de US$ 2 milhões só nos EUA. Ou seja, foi um sucesso. Além disso ele é dirigido por uma mulher, Gabriela Cowperthwaite.

Sobre documentários: Eu não sou o tipo de pessoa que vê documentários com muita facilidade. O fator que me levou a ver Blackfish foi o impacto que o filme parecia causar nas pessoas que o assistiram e a minha curiosidade.

A parte boa: O que torna esse documentário bom não são necessariamente coisas boas, na verdade, são coisas bem ruins. Blackfish é tanto um documentário quanto é uma denúncia chocante ao que a gente não vê no mundo do entretenimento com os animais. Eu fiquei o tempo todo me perguntando como eu não pensei nas condições deles antes e como costumamos achar o show lindo e maravilhoso.

Uma parte boa é ver que ainda existem pessoas legais o bastante nesse mundo que estão dispostas a mudar as coisas, por exemplo, os antigos treinadores entrevistados, que parecem amar de verdade os animais e estão realmente dispostos a ajudar.

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A parte ruimO documentário tem algumas cenas chocantes, mas nada que fique na cabeça depois de um tempo. É ruim saber também que coisas erradas e crueldades retratadas continuam acontecendo até hoje.

A Conclusão: Blackfish é um filme simplesmente necessário. Necessário porque ele mostra como alguns seres humanos podem ser cruéis, e várias pessoas, incluído nós mesmos, apoiamos essa crueldade indiretamente.

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Eu acho que em 50 anos vamos olhar para trás e pensar ”Meu deus, que época selvagem”

Crítica: Short Term 12

O que falar de um filme que me deixou sem palavras

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A sinopse:  Short Term 12 ou Temporário 12 é contado através dos olhos de Grace, uma supervisora de vinte e poucos anos de uma instalação adotiva para adolescentes em risco. Mas seu passado difícil e o futuro surpreendente que de repente se apresenta a jogam numa confusão imprevista, piorada com a chegada de uma nova admissão na unidade: uma adolescente talentosa mas problemática com quem Grace tem uma conexão carregada.

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Curiosidades: No Imdb a nota dele é 8,1 de 10. Já no Filmow a nota dele e de 4,3 de 5. Ou seja, as pessoas também gostaram.

Sobre os atores: Todos eles estão meio que irreconhecíveis, já que a intenção do filme é fazer eles parecerem pessoas o mais comuns possíveis. John Gallagher Jr já fez um musical incrível chamado Spring Awakening, ou seja, ele canta bem pra caramba, mas nesse filme só atua muito bem mesmo.

Já Brie Larson foi a Envy, a ex namorada do mal do Scott Pilgrim Contra o Mundo. Eu não sabia que ela era tão boa assim. Os outros atores mesmo iniciantes, e na maioria jovens, são todos incríveis, sem exceções.

A parte boa: Tudo é incrivelmente bem feito. O filme te leva de um extremo pra outro de uma forma que você nem vê o tempo passar. A comédia é extremamente bem colocada junto com a parte drama, nenhuma exclui a outra e ambas são incríveis.

O roteiro é fantástico, falar sobre coisas tão sérias e tão fortes sem cair no drama completo e sem apelar é um feito incrível. Quase nenhum filme hoje em dia faz drama sem apelar para musiquinha triste no fundo, isso me irrita demais. 

As melhores partes: Tem várias, as histórias do Mason, as reuniões de grupo, praticamente todos os momentos da Jayden e do Marcus. Em especial a história que a Jayden (Kaitlyn Devre) escreve, que é uma cena perturbadora e sensível. E a cena do Rap escrita e cantada pelo Keith Stanfield (Marcus) que é a minha preferida de todas.

 

Os Personagens: São tão bons e bem interpretados que é capaz de jogar vários outros filmes lá em baixo. Especialmente a Grace que é uma personagem meio difícil de intender e confusa, mas em nenhum momento irritante. O Mason é incrível. A Jayden é genial e as outra crianças são muito boas também.  

Sobre o final: Eu amei o final, porque simplesmente não é perfeito, e mesmo assim ele não deixa de ser um final feliz.

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Conclusão: Parece que eu escrevi demais e ainda não consegui explicar o quanto esse filme é bom. E ele não é simplesmente bom, ele é um dos melhores filmes que eu já vi.

Mini resenhas: The Spectacular Now, O Som Ao Redor e In a World…

The Spectacular Now

The Spectacular Now

Sinopse: O filme narra a vida de Sutter Keely, um adolescente alcoólatra que gosta de viver no momento e aproveitar a sua popularidade no colégio. Até o dia em que ele conhece Aimee, garota nerd, um desastre social, que talvez tenha uma coisa ou outra a ensinar a Sutter.

Ai meu deus, que titulo incrível e que sinopse clichê! Mas o filme é basicamente isso mesmo, a história deixa bastante a desejar, sendo que ela tinha um potencial incrível. Lembra bastante os filmes do John Hughes, tanto no roteiro quanto nos diálogos (Isso é um elogio). A melhor coisa do filme são as atuações da Shailene Woodley e do MilesTeller, eles são incríveis e levam o filme nas costas. Resumindo ele é um filme bom, eu recomendo.

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O Som ao Redor

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Sinopse: A vida numa rua de classe-média na zona sul do Recife toma um rumo inesperado após a chegada de uma milícia que oferece a paz de espírito da segurança particular. A presença desses homens traz tranqulidade para alguns, e tensão para outros, numa comunidade que parece temer muita coisa.

Eu acho que não tive capacidade intelectual de intender ”O som ao redor” e se você quiser uma resenha de um profissional sobre o filme eu indico a do Pablo Villaça. Mas eu acho que esse filme apesar de Brasileiro não é feito para o povo sabe? É um filme cheio de metáforas e simbolismos que devem deixar o filme fantástico, mas só para quem entender.

Coisas legais: A cena da reunião de condomínio, a cena em que a menina visita o quarto da infância, e o final. A fotografia é linda e o sons de fundo dão um efeito especial no filme. Assista, mas eu não garanto que você vai gostar.

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A Voz de uma Geração

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Sinopse: Uma inatingível treinadora vocal é motivada por seu pai, o rei das narrações de trailers de filmes, a perseguir suas aspirações e se tornar uma estrela da locução. Em meio a orgulho, sexismo e disfunção familiar, ela se propõe a alterar a voz de uma geração.

Um filme levinho para terminar. Eu achei interessante conhecer um pouco mais sobre o mundo das narrações e como ele é dominado na maioria por homens. Eu gostei da protagonista e gostei da atriz que a interpreta. A trilha sonora é bem divertida, o humor é leve mas ainda é engraçado. Mas eu só achei isso mesmo, não tem nada de muito incrível. É um filme legal para assistir e esfriar a cabeça.
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